sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Trabalhar perto de casa equivale a um salário mínimo a mais por ano.

Quanto vale trabalhar próximo de casa? R$ 100, R$ 200, mais? Segundo pesquisa do portal Emprego Ligado, ter esta comodidade economiza 20 dias no trânsito em um ano, o que equivale a R$ 800, valor um pouco mais que um salário mínimo (R$ 788).

Há mais benefícios não financeiros, é claro. Segundo o site, além de ter mais dias para se dedicar ao lazer e família, por não pegar muito trânsito (cerca de 20 dias ao ano), o trabalhador se disponibiliza a ficar mais tempo na empresa.

O CEO do Emprego Ligado, Jacob Rosenbloom, comenta que com um salário mensal de R$ 1.200 o trabalhador recebe R$ 40 por dia. Se o valor for multiplicado por 20 (número de dias que ele economiza ao trabalhar perto de casa) chega-se à quantia de R$ 800 em um ano.

A distância, aliás, é motivo para sair do emprego em muitos casos. A pesquisa mostra que 37% das pessoas saíram do último trabalho devido à distância entre a sua casa e o local de trabalho. O Emprego Ligado é um site de emprego que aponta vagas perto da residência do cadastrado, utilizando ferramentas de geolocalização. Segundo o site, informações de endereço ajuda inclusive as empresas na seleção. Muitas empresas conseguiram entrevistar e contratar candidatos dentro do perfil com a vantagem de residirem a uma média de quatro quilômetros de distância.

FONTE: Força Sindical

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Seguro-desemprego muda a partir do próximo dia 28.

Sindicatos criticam falta de disposição do Planalto para negociar regras.

A partir do próximo dia 28, os trabalhadores que recorrerem ao seguro-desemprego já serão enquadrados nas novas regras da medida provisória (MP) 665, que restringe o acesso ao benefício. O Ministério do Trabalho assegurou que o sistema da Dataprev já está pronto para as mudanças — ainda que a proposta não tenha sido aprovada pelo Congresso. Apesar do discurso oficial de que o Planalto está disposto a negociar as medidas com as centrais sindicais, nos bastidores a equipe econômica está decidida a não ceder e tentar aprovar o texto enviado ao Legislativo tal como está.

Segundo fontes, falta disposição do governo para reduzir o prazo de carência para requisitar o seguro-desemprego, que subiu para um ano e meio para os trabalhadores que solicitarem o benefício na primeira vez; na segunda, para 12 meses. Pelas regras anteriores, o prazo era de seis meses, o que agora só valerá a partir do terceiro pedido. Ou seja, para quem está no mercado há mais tempo. Trabalhadores mais jovens serão mais sacrificados.

De acordo com o ministério, dos 8,4 milhões de trabalhadores que receberam o seguro no ano passado, 2,27 milhões não teriam direito ao auxílio caso as novas regras estivessem em vigor. Só a restrição ao acesso ao seguro-desemprego vai responder por uma economia de R$ 9 bilhões de um total de R$ 18 bilhões previstos pela equipe econômica, somando as mudanças no abono salarial (PIS) e alterações nas regras da pensão.

Além de mexer no valor do abono, que hoje corresponde a um salário mínimo e passará a ser proporcional ao meses trabalhados, e exigir mais tempo para ter direito ao benefício (de um mês para seis meses com carteira assinada), o governo vai insistir, ainda, em alongar o calendário de pagamento do auxílio. A proposta deverá ser apresentada nos próximos meses ao Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat).

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, disse que as reuniões do governo com as centrais sindicais para discutir as mudanças não trouxeram resultados positivos.

— Esse papo do governo de que vai negociar com as centrais é coisa para boi dormir — disse Torres.

A fim de aproveitar o clima pouco favorável ao Executivo no Congresso, os dirigentes sindicais agendaram para hoje uma reunião com os presidentes da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros. As centrais querem manter as regras atuais e defendem a adoção de medidas para combater a rotatividade e investir na estrutura do sistema público de emprego (postos do Sine), para obrigar os beneficiários do seguro-desemprego a fazerem cursos de qualificação gratuitos, além de suspender o pagamento do benefício a quem recusar vaga adequada a seu perfil.

FONTE: Força Sindical.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Brasileiro guarda pouco dinheiro para aposentadoria.

Os brasileiros que estão próximos de se aposentar, em geral, ainda não conseguiram poupar o suficiente para passar com tranquilidade a velhice. É o que aponta estudo realizado pela BlackRock, empresa que dá orientações sobre investimentos para consumidores, instituições e profissionais financeiros.

Em todo o País, de acordo com a pesquisa, a quantia total economizada pelos pré-aposentados (com idades entre 55 e 64 anos) não daria nem para um ano de aposentadoria. Mais especificamente, esse público guardou média de apenas R$ 6.250, mas a estimativa da empresa é de que precisariam de renda anual de R$ 67 mil, ou seja, mais de dez vezes acima desse valor.

Os principais fatores que dificultaram suas economias, de acordo com os entrevistados foi, em primeiro lugar, o custo de vida (47%), seguido pela renda insuficiente (36%), por despesas não planejadas (29%) e pela alta dívida no cartão de crédito (21%).

Quando questionados sobre o que recomendariam a si mesmos se fossem mais novos, os brasileiros pré-aposentados disseram que teriam começado a poupar mais cedo (38%), gastado menos (47%), priorizado a aposentadoria em vez de outras coisas e quitado suas dívidas mais cedo (26%).

A pesquisa aponta ainda que 49% afirmam que a prioridade financeira é economizar, aumentar o patrimônio (47%) e investir para ter uma vida tranquila na velhice (44%).

O aumento da longevidade – de acordo com os últimos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a expectativa de vida ao nascer atingiu 71,2 anos para o homem e 74,8 para a mulher em 2014 – torna ainda mais necessário o planejamento para garantir a segurança financeira no futuro, avaliam os especialistas da BlackRock.

CONFIANÇA - Apesar dos problemas, o brasileiro é um otimista em relação a seu futuro financeiro e suas decisões de poupança, segundo o estudo. Entre os entrevistados no País, 77% mostram confiança, enquanto, nos outros países, em média, esse percentual cai para 56%. A geração Y (de 25 a 36 anos) e os que contam com consultoria são os que têm maior otimismo (respectivamente 82% e 91%).

E o estudo aponta, ainda, que quase metade dos pesquisados afirma investir ou economizar cerca de 50% de sua renda mensal. No entanto, 64% apostam em ativos de alta liquidez (investimentos que podem ser rapidamente resgatados sem grande influência no preço, por exemplo, a caderneta de poupança), seguidos de imóveis (11%), títulos (7%) e ações (4%). A escolha de onde investir, segundo os entrevistados, reflete cautela (38%) e segurança – ou seja, menor risco de perdas – (41%).

Outro dado da pesquisa é que a população do Brasil apresenta interesse em conhecer mais sobre investimentos. Dos entrevistados brasileiros, 72% afirmam disposição em aprender em relação ao assunto. É mais do que na Ásia (65%) e Europa (39%).

FONTE: Força Sindical

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Governo quer diluir em 12 meses o pagamento do abono salarial.

O governo tem mais um trunfo para aliviar os gastos públicos a partir deste ano.

O pacote de mudanças nos direitos trabalhistas inclui a diluição do pagamento do abono salarial de PIS em 12 meses. Hoje, o benefício é creditado na conta do trabalhador ou numa conta da Caixa em quatro datas, no segundo semestre de cada ano.

Com a medida, segundo a Folha apurou, o calendário de pagamentos seria alongado até junho do ano seguinte.

Tem direito ao abono o trabalhador que recebeu, em média, até dois salários mínimos mensais no ano anterior. Ele precisa estar cadastrado no PIS (Programa de Integração Social) ou no Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) há pelo menos cinco anos e ter mantido vínculo empregatício formal no ano anterior por pelo menos 30 dias. O benefício corresponde a um salário mínimo.

Essa nova regra não está incluída nas duas MPs (medidas provisórias) anunciadas pelo governo no fim de 2014, que visam a restringir a concessão de benefícios trabalhistas como o abono salarial, o seguro-desemprego, o seguro-defeso e as pensões por morte.

No caso específico do abono, a MP prevê que o pagamento passe a ser proporcional ao tempo de trabalho e que haja carência de seis meses de trabalho ininterruptos.

A proposta de diluição do pagamento do abono está incluída no cálculo de economia de R$ 18 bilhões com as alterações nas regras trabalhistas estimada pelo governo. A medida precisa ser aprovada no Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador).

FONTE: Força Sindical.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Reservatório de Funil, no RJ, chega ao nível mais baixo desde 1969.

Água fica perto do volume morto, que impossibilita a geração de energia. Reservatório fica perto de várias indústrias, como a CSN.

O Reservatório de Funil, em Itatiaia, no Sul Fluminense, atingiu, no sábado (24), o nível mais baixo da história. É desse reservatório que sai água para a Usina Hidrelétrica de Funil, responsável por parte do abastecimento de energia de Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo.

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em apenas um dia, o volume do reservatório caiu de 4,15 % para 3,49% de sua capacidade. Esse é o menor nível do reservatório desde que ele começou a operar, em 1969.

Com esse nível, a água fica perto do chamado volume morto, em que o reservatório fica impossibilitado de gerar energia. O Reservatório de Funil fica numa região estratégica, onde há várias indústrias, entre elas a Companha Siderúrgica Nacional (CSN), e é responsável por gerar 216 megawatts por hora de energia.

Na quarta-feira (21), o nível do reservatório de Paraibuna, o maior de quatro que abastecem o estado do Rio de Janeiro, atingiu o volume morto pela primeira vez desde que foi criado, em 1978. De acordo com o
Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a usina hidroelétrica foi desligada após o nível atingir zero.


O volume morto é a água que está abaixo do nível das comportas e precisa ser puxada por bombas. O do reservatório de Paraibuna tem 2 trilhões de litros de água e, segundo especialistas, duraria de seis meses a um ano. Segundo a Secretaria Estadual do Ambiente, não haverá mudanças no abastecimento para a população do estado e o racionamento a curto prazo está descartado, mas os moradores terão que colaborar, economizando água.

FONTE: G1/ Rio de Janeiro.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Postos do Rio de Janeiro não poderão mais abastecer além do limite da trava.

A partir de agora, os postos de combustíveis do Estado do Rio de Janeiro não poderão mais abastecer os carros, após ser acionada a trava automática de segurança da bomba. A lei 6.964/14, que proíbe abastecer o tanque do veículo “até a boca” entrou em vigor nesta quarta-feira(21). Quem descumprir a Lei está sujeito a multa de R$ 13.559 mil Caso a lei seja descumprida novamente, o valor da multa dobrará e passará para R$ 27.119 mil.

A Lei de autoria do Deputado Paulo Ramos(PSOL) tem por objetivo preservar a saúde dos trabalhadores e o meio ambiente. Segundo o parlamentar os trabalhadores dos postos de combustíveis estão expostos constantemente a produtos tóxicos e inflamáveis.
Nas informações que constam nos manuais de automóveis brasileiros, o volume máximo do tanque de combustível não corresponde ao volume total descrito nas especificações técnicas. Essa quantidade é 10% menor e controlada por uma trava de segurança, que impede o transbordamento.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), quando o tanque é cheio completamente, ocorre a liberação de benzeno. A substância, encontrada na gasolina, é considerada cancerígena.

O presidente do Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado do Rio de Janeiro (SINPOSPETRO-RJ), Eusébio Pinto Neto, ressalta que o simples ato de segurar o pano que não deixa vazar gasolina no momento do abastecimento, já pode levar algum risco de contaminação para o trabalhador. A entidade pretende fazer uma campanha para orientar os frentistas sobre a nova lei.

Há cinco anos, o sindicato participa da pesquisa sobre os riscos do benzeno para à saúde do trabalhador, que está sendo feita nos postos do município do Rio de Janeiro.

Fonte: Força Sindical

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Abono do PIS já exige seis meses seguidos de trabalho.

Os trabalhadores que recebem até dois salários mínimos (R$ 1.576, hoje) precisarão ter pelo menos seis meses seguidos de registro em carteira assinada neste ano para receber o abono do PIS (Programa de Integração Social) em 2016.

O Ministério do Trabalho informou que as mudanças no pagamento do abono salarial serão válidas para o ano que vem.
Ou seja, as novas regras anunciadas pelo governo federal no final de 2014 começam, na prática, a valer já em 2015.

Pela regra anterior, os trabalhadores com registro em carteira por apenas 30 dias, seguidos ou não, tinham o direito de receber a grana.

Para o pagamento do abono neste ano, quem trabalhou 30 dias em 2014 ainda vai garantir o bônus. Hoje, o PIS é de um salário mínimo.

Nos últimos anos, os pagamentos começaram em julho. O Ministério do Trabalho informou que o calendário para este ano ainda será discutido pelo Codefat (Conselho Deliberativo do FAT- Fundo de Amparo ao Trabalhador).

Saque

Na segunda semana deste mês, a Caixa Econômica Federal informou que cerca de 1,5 milhão de trabalhadores ainda não haviam retirado o abono do PIS que começou a ser pago em julho de 2014. O prazo para sacar a grana, nesses casos, termina no dia 30 de junho. Até dezembro, mais de 18,8 milhões de abonos foram pagos, cerca de 92,3% dos 20,42 milhões liberados para o período.

Fonte: Força Sindical